Christian Dior, Couturier du rêve – Uma experiência inesquecível!

(Texto: Leandro Pires/@leandropiresconsultor – Consultor do Clube de Costura)

Paris 22 de Outubro – 08h da manhã (04h a menos do que no horário de Brasília) com um friozinho delícia de 8º. E cá estou eu, passeando pelo Jardin des Tuileries em direção a rue de Rivoli, preparando-me para enfrentar uma fila que se estendeu por 02h em frente ao museu Les Arts Décoratifs.

E qual era a atração? A comemoração dos 70 anos de criação da Maison Christian Dior , com a exposição “Dior Couturier Du Rêve” que traduzido para o português significa “costureiro do sonho”. Meu coração pulava dentro de mim, afinal, seria uma oportunidade única e eterna de ver de perto as criações de um dos maiores estilistas da haute couture na história mundial da moda e que vestiu ilustres personalidades como Princesas Diana e Grace de Mônaco.

Logo na entrada já fiquei encantado com o início da exposição que ocupa os dois principais espaços do museu totalizando 3000 m² e é considerada a maior exposição de moda em toda a história do Les Arts Decoratifs. Nathalie Crinière é a designer de interiores que assina o projeto com cenários inspirados em uma galeria de arte, um jardim e ainda influências da famosa sala dos espelhos no Castelo de Versalhes para o salão principal do museu, com teto de 50 metros de altura. A curadoria é assinada por Olivier Gabet – diretor do Les Arts Decoratifs e Florence Müller, que já atuou em uma exposição da Dior em Pequim, na China.

Vestidos, fotos, ilustrações, croquis, cartas, anúncios, frascos de perfumes, acessórios como chapéus, joias, bolsas e sapatos contemplam a exposição que conta sobre o universo de Christian Dior – fundador da maison homônima e também sobre a passagem de renomados estilistas que o sucederam como Yves Saint Laurent, Marc Bohan, Gianfranco Ferré, John Galliano, Raf Simons e atualmente Maria Grazia Chiuri – primeira mulher a assumir a maison Dior. Como Christian Dior era amante da arte, isso também é evidenciado com a inserção de pinturas, móveis e objetos da casa e do ateliê do costureiro. Ao todo, são 300 vestidos concebidos de 1947 até os dias atuais.

A exposição está inteiramente fantástica, mas para mim existem dois grandes momentos: o espaço dedicado ao jardim de Christian Dior – uma de suas paixões, resultado da influência de sua mãe Madeleine Dior, durante anos de vida em sua casa em Granville, na Baixa Normandia, que é retratado com uma instalação de jardim suspenso assinada pelo estúdio Wanda Barcelona, construído com flores de papel. Algo simplesmente magnífico que fica ainda mais surpreendente com os vestidos costurados e bordados manualmente. O segundo grande momento é o salão principal do museu que para a mostra foi inspirado na sala dos espelhos do Castelo de Versalhes. Sureal!

Por se tratar de uma exposição tão aprofundada na história do estilista, muitos dos objetos apresentados foram garimpados por meio de parcerias com outros importantes museus como o Costume Institute do MET, em Nova York, Victoria & Albert, em Londres, o Louvre, Centro Pompidou e a Fundação Pierre Bergé-Yves Laurent sendo estes franceses, localizados em Paris(FR). A exposição foi aberta em 05 de julho de 2017 e se encerrou em 07 de janeiro 2018.

Confira abaixo algumas imagens da exposição:

Très chic!

 

“Após a mulher, as flores são as criações mais divinas.” 

(Christian Dior)